Neurofeedback na Depressão


O que a investigação nos diz acerca da utilização do Neurofeedback na Depressão?


Tratamento da depressão por Neurofeedback melhora não só a sintomatologia (Hammond, 2005), mas também: 

- É eficaz na melhora de pessoas resistentes à medicação; 
- Reduz a ansiedade e ruminação; 
- Aumenta a auto-regulação; 
- Aumenta a motivação e iniciativa pessoal; 
- Diminui as atitudes de afastamento e introversão; 

A gravidade da depressão está relacionada com a localização das alterações das ondas cerebrais, alterações no pólo frontal esquerdo estão associadas a maiores sentimentos negativos do que alterações nos pólos frontais direitos – desenvolvimento da teoria no que diz respeito à correlação da hipoactivação frontal esquerda e depressão (e.g. Robinson et al., 1984; Gotlib et al. 1998). 

Em 1994, Baehr e Rosenfeld realizaram Neurofeedback a cerca de 11 pacientes, foi aplicado o BDI e MMPI-2 (escalas de depressão e psíquicas). Mais de 80% demonstrou melhorias significativas no BDI e MMPI. No follow-up de 1 a 5 anos verificou-se que todos os pacientes avaliados mantinham os ganhos (valores dos questionários dentro dos padrões normais), com o tempo. O mesmo se verificou no follow-up após 10 anos de tratamento, com os pacientes a manterem os ganhos alcançados. O Estudo de follow-up de Baehr et al., (2001) reportou que após 1-5 anos de os pacientes terem sido tratados com Neurofeebdack mantinham as alterações substanciais (melhoras na sintomatologia depressiva).